As bibliotecas, usadas estrategicamente, têm o potencial de desempenhar um papel chave na promoção de esforços nacionais de literacia, pois são geridas pelas pessoas das comunidades que servem e estão numa boa posição para fornecer uma ampla variedade de oportunidades de literacia. Fornecem recursos de literacia para crianças, jovens e adultos em todos os níveis de proficiência, contribuindo assim enormemente para o apoio a uma cultura de leitura e a criação de uma sociedade letrada. São também um espaço comunitário ideal para facilitar a aprendizagem familiar e intergeracional.

O Instituto da UNESCO para a Aprendizagem ao Longo da Vida (UIL), que trabalha com centros formais, não-formais e informais de aprendizagem, incluindo bibliotecas, publicou recentemente um documento de políticas intitulado Utilizar bibliotecas para apoiar os esforços nacionais de Literacia, onde analisa o papel das bibliotecas no apoio à literacia ao longo da vida. 

Este é o tema em foco neste mês de março, na Plataforma Eletrónica Para a Educação de Adultos na Europa (EPALE).

As equipas nacionais EPALE compilaram um conjunto de blogues interessantes e recursos úteis sobre aprendizagem digital e e-learning, reconhecendo o papel das tecnologias da informação na transformação da forma como aprendemos.

Curiosamente Michael Kerres, professor na Universidade de Duisburg Essen na Alemanha, num artigo disponível na plataforma EPALE chama a atenção para o facto de que a revolução digital aponta para o potencial de uma experiência de aprendizagem “diferente”, mas não necessariamente melhor.

Não é a tecnologia que muda a educação, mas as pessoas que podem mudar a educação, com a tecnologia digital como uma ferramenta eficaz que nos ajuda a implementar certos cenários com mais sucesso.

As oportunidades de aprendizagem ao longo da vida são deveras importantes para a melhoria das condições de vida das pessoas ciganas e, muito particularmente, das mulheres ciganas, na medida em que a escolarização, a formação e a qualificação poderão possibilitar a inserção no mercado de trabalho e a mobilidade social.

Os estudos sobre as comunidades ciganas em Portugal ajudam-nos a colocar algumas questões que podem ajudar a refletir sobre estas questões. É o caso do "Estudo Nacional sobre as Comunidades Ciganas" que foi divulgado em 2014 e, mais recentemente, do aprofundamento desse estudo pelo Observatório das Comunidades Ciganas que foi publicado no nº 5 da Revista da ACM (Janeiro 2017).

Publicamos aqui excertos do artigo “Constrangimentos e oportunidades para a continuidade e sucesso das pessoas Ciganas” que se enquadra nesta linha de preocupações

A Associação Portuguesa de Educação e Formação de Adultos - APEFA, face à elevada taxa de analfabetismo que atinge mais de 600 mil cidadãos portugueses, sendo um terço em idade ativa, avança com uma iniciativa nacional de Percursos de Cidadania – Iniciativa de voluntariado.

Esta iniciativa visa a criação de uma bolsa de voluntários que possam, perto da sua área de residência juntamente com as autarquias e movimentos associativos, dinamizar processos de aprendizagem de escrita, leitura e numeracia junto da população adulta.

A (EAEA) European Association for the Education of Adults- Associação Europeia para a Educação de Adultos está a recolher informação sobre eventos e campanhas organizadas por organizações de educação de adultos em toda a Europa no âmbito da campanha "2017: O Ano da Educação de Adultos na Europa - O Poder e a Alegria de Aprender". Um grande objetivo é tornar mais visíveis as atividades de educação de adultos em toda a Europa e oferecer apoio promocional e a defesa dessas iniciativas.

Pretende-se reunir todas as organizações europeias de educação de adultos para demonstrar como a educação de adultos pode melhorar a vida e as perspetivas dos cidadãos na Europa, tanto a nível pessoal como profissional. Convidam-se todas as organizações de educação de adultos na Europa a juntar-se à campanha para destacar o poder e a alegria de aprender.

No jornal Público de hoje (3 de Fevereiro de 2017) estão duas páginas relacionadas com o aumento de alunos seniores nas instituições de ensino superior públicas e privadas. Esta oferta toca sobretudo um “público privilegiado”, de um estatuto socioeconómico mais elevado e formação anterior mais elevada.

Os seis exemplos nacionais que o artigo apresenta têm preços bastante diversos: enquanto a Universidade Popular Túlio Espanca é gratuita, o programa da Católica do Porto custa 960 euros anuais.

Mas, em caixa, faz referência à Rede de Universidades da Terceira Idade (RUTIS) que engloba 300 universidades seniores espalhadas pelo país e cerca de 45 mil pessoas inscritas.

Está também inserida uma reportagem intitulada – As aulas de Pedro Pereira “podem ser perigosas” – de uma aula de Antropologia na Academia Sénior do Politécnico de Viana de Castelo.

Pode ler aqui os destaques:

Aprender sobre o ambiente não deve acontecer só nos bancos da escola, mas precisa de ser parte integrante das nossas vidas cotidianas e ao longo da vida.

Temos de reconhecer que a maioria das decisões críticas que precisam ser tomadas para o nosso planeta nos próximos 15 anos, sê-lo-ão por pessoas que já deixaram a escola ou que podem nunca ter ido à escola. São necessárias oportunidades de aprender para a sustentabilidade – adquirir ao longo da vida conhecimentos e competências ecológicas essenciais.

Estas são algumas das ideias do artigo publicado no “World Education Blog”.

Quem não pode estar presente ou queira rever o que se passou no Encontro da Semana Aprender ao Longo da Vida 2016 que decorreu em Novembro (dia18) no auditório 2 da Fundação Gulbenkian em Lisboa, tem agora a oportunidade de ver e ouvir o que se lá passou.

O Projeto “Andar na rua”, de Torres Vedras, mereceu por parte do Júri do Prémio Semana ALV 2016 o Diploma de Apreço Especial pela sua Origem Cidadã.

O desejo de ver mais gente a andar pelas ruas do centro histórico de Torres Vedras, de melhor conhecer os seus recantos e histórias e, sobretudo, a vontade de aproximar mais as pessoas que nele vivem e trabalham, dando novos sentidos às relações de vizinhança, foram alguns dos aspetos que estiveram na base da apresentação desta proposta.

Esta ideia assentava essencialmente na capacidade de organização e mobilização dos seus promotores, não estando a mesma dependente da existência de recursos materiais, nem de apoios financeiros de nenhuma entidade. 

O Agrupamento de Escolas Marquesa de Alorna (Lisboa), recebeu uma Menção Honrosa no âmbito do Prémio Semana ALV 2016 pela atividade que desenvolve na área da Educação de Adultos.

Esta escola oferece formação em diversas áreas (Alfabetização / Formação em Competências Básicas, Português Para Todos/ Português para Falantes de Outras Línguas (PFOL) , e tem como com preocupações principais: contribuir para reduzir os défices de qualificação, estimular uma cidadania mais ativa e melhorar os níveis de empregabilidade e de inclusão social e profissional.