O ano de 2018 é o Ano Europeu do Património Cultural. O património cultural molda as nossas vidas diárias. Rodeia-nos nas cidades, nas paisagens naturais e nos sítios arqueológicos da Europa. Não se encontra apenas na literatura, na arte e nos objetos, mas também nos ofícios que aprendemos dos nossos antepassados, nas histórias que contamos aos nossos filhos, na comida que apreciamos e nos filmes que vemos e em que nos reconhecemos.

O Museu de Artes e Ofícios de Hamburgo (MKG) com aproximadamente 500000 objetos de 4000 anos de história humana é um dos museus mais influentes das artes e ofícios na Europa.

Friederike Fankhänel do departamento de Arte e Design no MKG fala-nos da importância do património cultural para a aprendizagem ao longo da vida, numa entrevista publicada no site da EPALE.

A aceleração da mudança nos níveis global e local afeta amplamente a vida das pessoas em todo o mundo e obriga-nos a repensar os nossos conceitos comuns de viver e aprender.

O Instituto de Aprendizagem ao Longo da Vida da UNESCO – UIL publicou recentemente o Guia de Ação para as Cidades de Aprendizagem que destaca abordagens concretas para o desenvolvimento de cidades de aprendizagem verdes e saudáveis, de cidades de aprendizagem equitativas e inclusivas, e de trabalho digno e empreendedorismo nas cidades de aprendizagem.

Inclui exemplos de boas práticas, que demonstram a diversidade de iniciativas e refletem múltiplos contextos e etapas de desenvolvimento em que operam as cidades.

As três seções baseiam-se nas experiências dos membros da RGCA – Rede Global das Cidades de Aprendizagem da UNESCO (em Portugal há sete cidades pertencentes a esta rede: Anadia, Câmara de Lobos, Cascais, Gondomar, Lagoa - Açores, Mação e Pampilhosa da Serra) e destacam as ações relacionadas com a aprendizagem ao longo da vida que as cidades adotaram para promover o desenvolvimento sustentável nas comunidades urbanas.

Há muitos educadores e/ou formadores que veem as redes sociais, na melhor das hipóteses, como meios de entretenimento ou, na pior, como uma fonte de distração para os aprendentes.

Mas as redes sociais podem ser usadas como uma ferramenta para a comunicação entre pares, não só pelos aprendentes, mas também por professores e formadores. Também podem melhorar a comunicação entre professor/formador e aprendente ou ajudar a tornar as abordagens de ensino mais interativas. O seu principal papel é facilitar o acesso à informação, o que a torna uma ferramenta muito útil também para a aprendizagem não formal e informal.

As redes sociais na educação de adultos é o foco temático da EPALE no mês de fevereiro.

No site da EPALE pode encontrar vários textos sobre este assunto.

Nós disponibilizamos em português dois desses documentos.

A Comissão Europeia adotou, a 17 de janeiro, novas iniciativas para melhorar as competências essenciais e as competências digitais dos cidadãos europeus, procurando promover valores comuns na dimensão do ensino na União Europeia. As três iniciativas propostas pela Comissão são as seguintes:

Competências essenciais para a Aprendizagem ao Longo da Vida, que pretende melhorar o desenvolvimento de competências ao longo da vida independentemente da idade, fornecendo aos Estados-Membros orientações sobre aforma de atingir esse objetivo;

Plano de Ação para a Educação Digital que visa uma melhor e mais aprofundada utilização da tecnologia digital para ensinar e aprender;

Proposta para a promoção de valores comuns, da educação inclusiva e da dimensão europeia do ensino que, entre outras, visa reforçar a coesão social, apostando também na promoção de valores importantes para contrariar fenómenos como   o populismo, a xenofobia e o nacionalismo.

Um jovem casal que esteja a construir a sua casa pode pedir ao arquiteto que projete um relvado na frente. Mas porquê um relvado? O casal poderá dizer que um relvado fica bem. Mas qual a razão para pensarem assim? Há uma história por trás disso.

Recentemente divulgámos o site europeu Historiana, que nos ajuda a olhar para o nosso próprio passado através dos olhos do “outro”.

Hoje destacamos este pequeno texto retirado do livro “Homo Deus - História Breve do Amanhã” de Yuval Noah Harari que a propósito da utilização dos relvados ao longo dos anos, acaba por nos dar uma boa razão porque devemos aprender história ao longo da vida. Não é para prever o futuro, mas para nos libertarmos do passado, sendo capaz de imaginar destinos alternativos.

Historiana é um site que tem recursos para educadores e estudantes de história, incluindo ferramentas digitais inovadoras, minicolecções, com curadorias e atividades de aprendizagem com conteúdos relacionados com a história europeia.

É uma iniciativa do EUROCLIO European Association of History Educators, de que faz parte a Associação Portuguesa de Professores de História (APH).

Historiana ganhou recentemente o Prémio LLL 2017 (Prémio de Aprendizagem ao Longo da Vida) durante a Semana de Aprendizagem ao Longo da Vida em Bruxelas. O prémio reconheceu o Historiana como um exemplo de boas práticas no campo da “Educação e Pedagogia Inovadora”.

No ano europeu do Património Cultural chamamos a atenção para a necessidade urgente de analisarmos a história e o património para nos ajudar observar o nosso próprio passado através dos olhos do "outro" e a entender as diferenças para superar as divisões.

De lamentar a ausência completa de participação de Portugal, mesmo em temas em que infelizmente temos larga experiência como o tema da censura.

Historiana está orientado principalmente para estudantes de história, cidadania e património cultural (desde os 14 anos), professores e educadores na história. Mas também poderá ser consultado por todos aqueles que independente da idade estão interessados em história e património.

Este site só se encontra disponível em inglês.

Seis anos depois de termos publicado o nº 13 da Revista Aprender ao Longo da Vida, a Associação O Direito de Aprender volta a publicar mais um número impresso da revista.

Este número surge no âmbito da Semana Aprender ao Longo da Vida 2017 e inclui reportagens centradas nas iniciativas premiadas na Semana ALV 2016 (Rede Valorizar - um projeto de qualificação dos açorianos; Projeto +Literacia, promovido pela ADEIMA; as atividades de alfabetização e de competências básicas desenvolvidas pelo Agrupamento de Escolas Marquesa de Alorna; e o projeto "Andar na rua" em Torres Vedras), além de entrevistas, debates e artigos.

Celebramos a entrada em 2018 com o nosso envolvimento no Ano Europeu do Património Cultural. Dos diversos objetivos, este será o nosso principal foco:

Sensibilizar para a importância do património cultural europeu através da educação e da aprendizagem ao longo da vida, em especial, centrando a atenção nas crianças, nos jovens e nas pessoas idosas, nas comunidades locais e em grupos difíceis de atingir.

Ao longo deste ano tentaremos desenvolver atividades e abordar esta temática sempre que nos for possível.

Divulgamos hoje os principais objetivos deste Ano Europeu.

Chamamos também a atenção para a decisão da EPALE (Plataforma Eletrónica para a Educação de Adultos na Europa) dedicar todo o mês de janeiro à Educação Artística e Cultural, devido ao facto de 2018 ser o Ano Europeu do Património Cultural.

 

 

Na última edição de Adult Education and Development (AED) (84/2017), autores de todo o mundo discutem as muitas facetas de "inclusão e diversidade". Escrevem sobre a sua própria identidade, discutem as mudanças necessárias para criar sociedades e sistemas de educação de adultos inclusivos e apresentam métodos "inclusivos" concretos de educação de adultos.

Inclusão e diversidade são dois lados da mesma moeda. A inclusão só pode ser bem-sucedida se reconhecermos as nossas diferenças – nossa diversidade – e as usarmos de forma construtiva. Mas como podemos prevenir a exclusão social e permitir que todas as pessoas participem da sociedade? Qual o contributo pode trazer a educação de adultos? Quais as abordagens, programas e instituições de aprendizagem são necessários para criar um sistema de educação (de adultos) inclusivo? E o que é que significa realmente um ensino "inclusivo"?

Estas são algumas das questões levantadas na edição de 2017 do AED (que está disponível em inglês, francês e espanhol).