As teorias sociais gerontológicas começaram com expectativas relativamente negativas sobre o lado social na velhice. Contudo, com o passar dos anos, essa visão tem sido suavizada com interpretações que levam em consideração aspetos mais complexos da vida dos idosos como o contexto social, cultural e económico, algo que também reflete a importância que o tema envelhecimento tem ganhado nas últimas décadas. A teoria é útil na medida em que fornece uma compreensão mais profunda de eventos sociais e das suas configurações e a suposição de que os indivíduos idosos têm a possibilidade de serem agentes ativos e com poder de alterar a natureza de seus ambientes sociais através do uso das tecnologias de informação e comunicação.

São estas as conclusões do artigo de Celiana Azevedo publicado na revista Comunicando da responsabilidade do Grupo de Trabalho de Jovens Investigadores da SOPCOM (Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação).

Hoje entende-se cada vez mais que os museus são espaços de comunhão e de diferença, onde as pessoas têm possibilidades de aceder e construir o conhecimento e a cultura; podendo também serem locais de espetáculo e exibição, ambientes que podem ser ricos e surpreendentes, que podem despertar a curiosidade ou inspirar novas ideias.

Sendo assim, os museus ligam a educação formal, não formal e informal, em que aprender combina com entreter, fruir, onde o conhecimento e a cultura se comunicam à sociedade, adicionam valores especiais para o sistema de educação formal, como parte do sector informal da educação, ampliando a educação formal e oferecendo diferentes formas de aprender.

Divulgamos aqui o programa geral do Dia Internacional dos Museus (18 de maio) e da Noite dos Museus 2017 (19 de maio) mas também chamamos a atenção para parte da tese de José Manuel Pereira Martins intitulada “A Educação de Adultos e o Desenvolvimento Local no contexto da Nova Museologia: O caso do Museu Agrícola de Riachos” que aborda as dimensões educacionais Formal, Não Formal e Informal no seio museal.

As comunidades locais têm um papel indispensável a desempenhar no apoio às pessoas na aprendizagem e desenvolvimento e na criação de sociedades comprometidas, inclusivas e sustentáveis. A aprendizagem baseada na comunidade reforça os laços entre gerações, promove a autossuficiência e promove a coesão social, desenvolvendo assim uma cidadania ativa e um sentido de apropriação pelo futuro da comunidade. Além disso, permite o intercâmbio de informações e o desenvolvimento de competências necessárias para enfrentar os desafios do mundo em rápida mutação, contribuindo, em última instância, de forma muito significativa para o desenvolvimento sustentável a nível local.

O Instituto da UNESCO para a Aprendizagem ao Longo da Vida (UIL) publicou uma nova orientação política, Aprendizagem baseada na comunidade para o desenvolvimento sustentável. Este documento de política, publicado conjuntamente com o Programa de Ação Global sobre Educação para o Desenvolvimento Sustentável, estabelece seis princípios de ação para desenvolver o papel dos Centros Comunitários de Aprendizagem (CCAs) – em inglês a sigla é CLCs (Community Learning Centres) – como o principal mecanismo de promoção da aprendizagem baseada na comunidade.

 

O foco temático da EPALE (Plataforma Eletrónica para a Educação de Adultos na Europa) para maio é a cidadania ativa e a importância da educação para a cidadania.

A educação para a cidadania é um passo importante no sentido de sociedades saudáveis. Ajuda as pessoas a aprender sobre a cidadania e os direitos humanos através de uma compreensão dos princípios e instituições do seu país. A educação para a cidadania pode transformar os aprendentes em cidadãos ativos. Ajuda-os a exercer o seu julgamento e pensamento crítico, desenvolver um sentido de responsabilidade individual e comunitário, e a envolver-se nas suas comunidades e democracia locais a todos os níveis.

Disponibilizamos aqui um artigo sobre projetos de aprendizagem informal que promovem uma cidadania ativa e fiquem atentos a novos conteúdos que irão surgir na Plataforma EPALE durante o mês de maio.

É necessário um grande impulso para aumentar as competências básicas dos adultos.

As competências básicas para adultos incluem leitura, escrita, linguagem falada, numeracia e competências digitais. Melhorias nessas competências podem melhorar o desenvolvimento pessoal das pessoas, oportunidades de emprego e competitividade económica dos países. A educação em competências básicas pode reduzir a desigualdade social, aumentar a inclusão, a coesão e a cidadania ativa; E melhorar a saúde mental e física.

Cada país da UE é responsável pelos seus sistemas de educação e formação mas existem desafios comuns que justificam a necessidade de políticas da UE de apoio às ações nacionais. Nesse sentido, foi criado um quadro para a cooperação em educação e formação denominado “Educação e Formação 2020” (ET 2020), e foram constituídos Grupos de Trabalho para concretizar a sua implementação.

Partilhamos aqui algumas das conclusões produzidas pelo Grupo de Trabalho de Educação de Adultos 2014 a 2015.

A comunicação social alerta regularmente para a existência em Portugal de 500 mil pessoas analfabetas, dos quais 130 mil têm menos de 65 anos.

A taxa atual de analfabetismo em Portugal é de 5,2%, o que representa um universo de meio milhão de pessoas. Esta estatística integra — para grande preocupação dos especialistas — muitos milhares em idade ativa, entre os 18 e os 65 anos.

O Jornal de Notícias (JN) de 15 de Abril dedicou duas páginas da sua edição impressa a este tema. Ouviu três histórias, três gerações, três mulheres que não sabem ler, atuais governantes e ex-governantes e dá conta da conta da iniciativa da APEFA - "Percursos de Cidadania - Alfabetização solidária".

O Projeto Rios começou em Portugal em 2005 e pretende dinamizar uma rede de grupos, a nível nacional, uma rede de grupos de monitores, parceiros e voluntários para promover a conservação e adoção de diferentes troços de rios do nosso país.

Para participar no Projeto Rios apenas precisa de criar um grupo (com um mínimo de 4 pessoas) e inscrever-se para adotar/cuidar de um troço de 500 metros de um rio ou ribeira próximo de si.

Este é um excelente projeto para aprender mais sobre o rio que corre na sua região, envolver diferentes gerações e levar a comunidade local a adotar um papel ativo na defesa do ambiente.

Não se adota o troço de um rio por um dia, uma semana, um mês ou um ano... adota-se para sempre! Seja ativo e faça uma boa ação... adote um rio - esta pode ser a sua missão!

Saiba mais sobre este projeto coordenado pela ASPEA - Associação Portuguesa de Educação Ambiental.

A literacia e a numeracia são fundamentais para a aprendizagem ao longo da vida e para o desenvolvimento sustentável.

Um novo documento de orientação política publicado pelo Instituto da UNESCO para a Aprendizagem ao Longo da Vida (UIL), desafia o pressuposto de que a literacia e a numeracia são competências autónomas que devem ser aprendidas dentro de um prazo definido. Em vez disso, defende uma perspectiva de aprendizagem ao longo da vida: investir na aprendizagem sustentada e na atualização das competências já adquiridas. O documento mostra que, para que a literacia e a numeracia sejam eficazes, elas devem ser vistas como um contínuo de níveis de proficiência e não como uma simples dicotomia entre quem é "letrado" e quem é "analfabeto".

Porque aprender também pressupõe formação e porque a própria formação pressupõe transformação a revista D & F - Revista para Gestores e Formadores do IEFP – Instituto Emprego e Formação Profissional dedicou o tema da capa do seu Nº 14 à Aprendizagem ao Longo da Vida.

Este número integra artigos que podem contribuir para uma reflexão sobre a situação atual da Educação e Formação de Adultos. Pode ler, entre outros, os seguintes artigos: (Trans)Formar ao Longo da Vida - Um lugar de mudança e desenvolvimento, de Paulo Feliciano, Educação de Adultos na Europa: Uma Tradição e uma Necessidade Permanente, de Luís Alcoforado e Francisca Simões, Educação ao Longo da Vida e Inclusão, de Sónia Mairos Ferreira, Perspetivar as Políticas de Aprendizagem ao Longo da Vida no Quadro Europeu, de Maria Carmo Gomes.

A Educação Ambiental para o Desenvolvimento Sustentável – EADS alastrou nas últimas décadas na Europa e no mundo perante a dimensão das crises, ambiental, económica e social.

Abrange todas as problemáticas da vida quotidiana, nomeadamente as relacionadas com a água, a mobilidade o consumo, a alimentação, os resíduos, o habitat, a energia, o clima, a biodiversidade, a solidariedade, a saúde...

A EADS interessa a todos, em todo o mundo e em todas as fases da vida, no âmbito da educação formal, não formal e informal.

É por isso importante encorajar a EADS em todas as dimensões de educação não formal e conferir uma atenção especial aos mais desfavorecidos, nomeadamente apoiando o acompanhamento de iniciativas participativas de eco- cidadania.

Participe no Manifesto “Educar para o Ambiente e para o Desenvolvimento Sustentável”.