Número 14 - Novembro 2017

Número 14 – NOVEMBRO 2017

Seis anos depois de termos publicado o nº 13 da Revista Aprender ao Longo da Vida, voltamos a publicar mais um número.

Este número surge no âmbito da Semana Aprender ao Longo da Vida 2017 e inclui reportagens centradas nas iniciativas premiadas na Semana ALV 2016, além de entrevistas, debates e artigos.

Revista Aprender ao Longo da Vida nº 14

Editorial (Página 1)

Licínio Lima (Diretor da Revista)conclui assim o seu editorial:

“Em condições difíceis (tal como a maioria dos que se dedicam à educação de adultos), a Associação dá continuidade à Semana Aprender ao Longo da Vida, ao respetivo Encontro ALV e à atribuição do Prémio Semana ALV, na sua terceira edição.

O hiato de cinco anos entre a publicação do número anterior da revista Aprender ao Longo da Vida resultou da falta de compromisso dos poderes públicos para com as suas obrigações na educação de adultos. Conseguimos hoje interrompê-lo com o sentido de serviço de sempre, com a mesma independência e espírito crítico, com a esperança de podermos prosseguir um projeto editorial que havia já deixado a sua marca.”

Uma Revolução Tranquila na Qualificação dos Açorianos? (Reportagem – Página 8)

A Rede Valorizar recebeu o Prémio Semana ALV 2016.

“Na sua génese, a Rede Valorizar foi criada pelo Governo Regional dos Açores para desenvolver processos de reconhecimento, validação e certificação de competências (RVCC), a exemplo dos Centros Novas Oportunidades”, diz Acir Meirelles. “Depois, em 2012, iniciaram-se os cursos de Aquisição Básica de Competências (cursos ABC), como forma de combater a baixa literacia dos utentes das Agências Para a Qualificação e Emprego dos Açores. Estes aliam a metodologia do RVCC com uma formação que mobiliza competências na área do Português, da Matemática, da Cidadania

e da Informática.”

Os cursos referidos por Acir Meirelles continuam até hoje.

Paulo Feliciano (Entrevista – Página 16)

Paulo Feliciano é atualmente vice-presidente do Instituto do Emprego e da Formação Profissional (IEFP).

Entre 2007 e 2011 foi vice-presidente da Agência Nacional para a Qualificação (ANQ) onde, entre outras funções, coordenou o desenvolvimento do Catálogo Nacional de Qualificações.

Nesta entrevista, Paulo Feliciano considera que enquanto no período da ANQ e das Novas Oportunidades se tratou de erguer um edifício de políticas e de fomentar um campo de intervenção, ganhar a confiança das pessoas, criar uma onda e tentar que ela fosse o mais longe possível, aqui temos de estar a reerguer uma onda que já foi um pouco esbatida.

Estimular a Liberdade de Poder Assinar por Baixo (Reportagem – Página 24)

José, Avelina e Irene frequentam, pelo segundo ano consecutivo, as aulas de alfabetização promovidas pela Associação para o Desenvolvimento Integrado de Matosinhos (ADEIMA), através do projeto +Literacia, merecedor de uma menção honrosa no âmbito do Prémio Semana Aprender ao Longo da Vida 2016.

Deslocam-se três vezes por semana ao Centro Cultural de Guifões em transporte subsidiado, por viverem longe e serem assíduos. Não trocam aquelas três horas por nada desta vida.

O que é o Desenvolvimento Sustentável (Debate – Página 31)

“O desenvolvimento sustentável tem associada uma ideia de continuidade no que respeita à prosperidade, à prosperidade humana e ao ambiente, mas também os aspetos sociais, económicos e institucionais”, afirma Filipe Duarte Santos, que com Susana Fonseca e José Manuel Alho participaram neste debate promovido pela Associação o Direito de Aprender.

EPALE - o Ponto de Encontro da Educação de Adultos na Europa (Artigo – Página 43)

Catarina é formadora num Centro Qualifica em Trás-os-Montes. Iniciou esta atividade há alguns meses e sente-se um pouco ansiosa. Domina a tecnicidade do processo de reconhecimento, validação e certificação de competências associada aos referenciais existentes, mas tem noção de que ainda não encontrou a melhor estratégia para motivar os seus formandos para a adesão a novas propostas de aprendizagem, assim que obtiverem a certificação. Gostaria de lhes incutir o gosto pela procura de novas aprendizagens para que a qualificação que estes adultos irão obter em breve seja apenas um começo. Mas como? Tem de ter alguma ideia que resulte. Se ao menos pudesse trocar opiniões e conhecer outras experiências similares em que se pudesse inspirar…

Onde a Aprendizagem se Adapta às Singularidades (Reportagem – Página 48)

Há mais de dez anos que todos os caminhos confluem para o Agrupamento de Escolas Marquesa de Alorna no que diz respeito ao ensino de adultos na zona de Lisboa. A oferta é vasta e abrangente. A par dos cursos EFA, há ainda os de Alfabetização e de Competências Básicas, ministrados nas suas instalações e no Estabelecimento Prisional de Lisboa (EPL), e de Português para Estrangeiros. Aqui, ninguém fica de fora.

Celebrações Internacionais da Educação de Adultos (Artigo – Página 54)

As Semanas Aprender ao Longo da Vida constituem um meio excecional para a promoção da Aprendizagem ao Longo da Vida, estimulando e suscitando interesses, preocupações e procura de aprendizagens. A primeira Semana da Aprendizagem de Adultos (Adult Learners’ Week) surgiu no Reino Unido, em 1992, num contexto de cortes e mudanças nos gastos públicos relacionados com a educação de adultos.

Aprendizagem ao Longo da Vida (Infografia – Página 56)

O Programa Operacional Capital Humano (PO CH), até setembro de 2017, aprovou 236 candidaturas divididas pelas regiões Norte, Centro e Alentejo. Em termos financeiros, o montante total aceite foi de 205 milhões de euros (M€), dos quais 175 M€ são financiados pelo Fundo Social Europeu (FSE). Os dados disponíveis revelam ainda que 34 134 pessoas concluíram ações de formação apoiadas até dezembro de 2016.

Andar na Rua: os Peripatéticos de Torres Vedras (Reportagem – Página 58)

“Esta noite temos connosco algumas pessoas da revista Aprender ao Longo da Vida, que vieram fazer-nos companhia”, diz Ana Miguel, professora, uma das ‘ativistas’ do Projeto Andar na Rua nascido em 2011, a um grupo de vinte e tal pessoas reunidas em frente aos Paços do Concelho de Torres Vedras, pouco passava das 21:30 de quinta-feira 14 de setembro. “Hoje iremos todos visitar a exposição Flâneur – Cidade Imaginária”.

E lá fomos todos pelas ruas estreitas do centro de Torres Vedras, primeiro até à Cooperativa de Comunicação e Cultura, onde pudemos ver uma exposição de fotografias “de diversas cidades, como Londres, Hamburgo, Turim, Milão, Riga, Dublin, Lodz e outras, entre as quais Torres Vedras, seguindo depois para a Praça Dr. Alberto Avelino, onde estavam expostos trabalhos de dois fotógrafos, a franco-marroquina Sonia Hamza e o japonês Hajime Kimura, que fizeram residências artísticas na cidade”.

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