Número 9 - Novembro 2008

Aprender ao Longo da Vida Nº 9
Novembro de 2008

O outro Lado da Lua
Artigo sobre a violência doméstica e a elaboração de um Guia de Educação Não Formal para Mulheres Sobreviventes de Violência
Em média, 60 mulheres morrem todos os anos em Portugal na sequência de maus-tratos. Uma em cada três, segundo dados da estrutura de Missão contra a Violência Doméstica, sofre alguma forma de violência durante a vida. Procurando dar uma resposta positiva junto de mulheres sobreviventes, numa perspectiva de formação informal, o projecto Escalada (Climbing Up), desenvolvido ao abrigo do programa Sócrates Grundtvig, promoveu a cooperação entre diferentes países da Europa comunitária e elaborou um Manual que já começou a aplicar.

Entrevista com António Câmara (excerto da entrevista)
Vencedor do Prémio Pessoa 2006, director-executivo da YDreams, professor catedrático da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, António Câmara acredita que a capacidade de pensar livremente, a capacidade de crítica, a capacidade de gestão do tempo e a autonomia, são coisas que em Portugal falham absolutamente. Neste momento está entusiasmado com o projecto FABRICARTE, um conceito que o apaixona e que vai permitir que as pessoas possam materializar as suas ideias.
 
Dois artigos teóricos:
Paula Guimarães da Universidade Minho escreveu:
A educação de adultos no Séc. XXI: Desafios contemporâneos em prospectiva
Na actualidade, a educação de adultos, enquanto campo de práticas e disciplina, enfrenta diversos desafios, com os quais os educadores e os educandos se confrontam quotidianamente.
 
E Susanne Lattke, do Deutsche Institut für Erwachsenenbildung – DIE, escreveu:
Educação de adultos na Alemanha - Desenvolvimento histórico e desafios actuais (texto completo)
Quando falamos de educação de adultos na Alemanha, estamos a falar de um campo muito vasto e heterogéneo, que se caracteriza por uma variedade de actores, instituições e ofertas, por um lado, e, por outro lado, por uma relativa falta de regulamentações vinculatórias por parte do estado. O próprio conceito de “educação de adultos” não é uniforme, antes assume facetas diversas em contextos variados.
 
O tema do artigo dedicado à aprendizagem informal é a fotografia
Quando a fotografia está ao lado do coração
O que leva as pessoas a fazerem um curso de fotografia? O que aprendem nesse curso, além da óbvia actividade de captar uma imagem e fixá-la através de um suporte analógico ou digital? As respostas a essas perguntas podem ser tão diversas como as técnicas fotográficas.

O dossier é sobre o tema Nunca é tarde para aprender e aborda a educação de adultos para as pessoas mais idosas. Neste dossier há duas reportagens e um debate:

1º reportagem:
Alargar a sabedoria em tempo de reforma
No Instituto Politécnico de Leiria, a formação sénior faz-se em contexto universitário. Aproveitam tanto os mais velhos como os mais novos. Uma experiência enriquecedora para todos, sem qualquer perturbação no funcionamento do ensino formal. Uma experiência a ter em conta.
 
2ª reportagem
A informática chega aos 80
Se é certo que os jovens demonstram mais apetência para as novas tecnologias, não é verdade que estas sejam inacessíveis aos mais velhos. Facto provado pela experiência de um Centro de Solidariedade Social na Zibreira, em que idosos com mais de 80 anos aprenderam a trocar e-mails e navegar na Web.
 
O debate é sobre as Universidades da Terceira idade:
Uma velhice activa, portadora de sabedoria (excerto do debate)
A primeira Universidade da Terceira Idade apareceu numa universidade tradicional em 1974, mas só mais recentemente é que ficaram reunidas as condições para a criação deste tipo de estruturas em grande quantidade. É que hoje o número de pessoas que envelhece, e a esperança de vida, são claramente maiores: em 1975 morria-se aos 70 anos, hoje morre-se aos 90. Além disso, hoje a maior parte das pessoas que se reforma, no mínimo sabe ler e escrever. A Revista Aprender ao Longo da Vida debate neste número as Universidades da Terceira Idade com Carlos Consiglieri, Maria da Graça Pinto e Luís Jacob.

E ainda:
Livros, Internet e Notícias

Ficheiros Anexos

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