Número 3 - Janeiro de 2005

 

Neste terceiro número da Aprender ao Longo da Vida destacamos um dossier sobre a formação em Autarquias. 

Duas reportagens sobre experiências de formação: 

• A da Câmara Municipal de Albufeira que, sob o lema "Acreditamos nas Pessoas", pôs de pé um plano de formação que abrange a totalidade dos seus funcionários.

• No Vale do Lima , onde há muito tempo os Municípios estão habituados a coordenar as suas acções de formação. Reunidos numa Associação, a Valimar, fazem a formação conjunta do seu pessoal com benefícios quer para os formandos quer para a Região.

E ainda os seguintes artigos: 

• Conceição Canavilhas escreve sobre os projectos de "Formação-Acção" . Este processo formativo centra-se no desenvolvimento por parte do formando da capacidade de observação e de análise do real, no aprender a questionar esse real e no aprender a questionar-se a si próprio.

• João Paulo Barbosa de Melo faz um balanço do que foi a formação profissional a nível das Autarquias e do que será preciso continuar a fazer para melhorar os níveis de formação dos mais de cem mil funcionários da Administração Local.

• Alberto Melo fala do Desenvolvimento Local como forma de envolvimento cívico e solidário e da necessidade de se realizarem levantamentos e diagnósticos, onde técnicos e populações trabalhem lado a lado, para elaborar em seguida Planos de Acção Local, que valorizem todos os recursos (humanos ou físicos) locais e os saibam combinar positivamente com os "inputs" oriundos de outras escalas mais largas: regional, nacional e internacional.

Em entrevista à Aprender ao Longo da Vida , Lídia Jorge , uma das nossas principais escritoras, fala da importância da escrita para a pessoa. Para Lídia Jorge, a escrita é um exercício de organização extraordinário, de expressão interior e de organização do silêncio. O escritor faz, na voz de cada um dos seus personagens, perguntas à vida que cada um de nós sozinho não faz. Aprende-se escrevendo.

ENTREVISTA A JOÃO FRANCISCO DE SOUZA (texto completo). Este Pernambucano envolvido na educação popular há mais de 40 anos é Professor do Programa de Pós-graduação em educação na Universidade Federal de Pernambuco e do Departamento de Fundamentos Sócio-Filosóficos da Educação. O director da revista Fênix fala-nos de multiculturalidade enquanto convivência de culturas.

Os CURSOS DE EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO DE ADULTOS (CURSOS EFA) (texto completo) iniciaram-se em 2001 e desde essa data já muitos adultos beneficiaram deste sistema. Em Guimarães, a associação Sol do Ave promove desde 1995 formação profissional e, com o decorrer dos anos, detectou que os formandos obtinham formação profissional mas sem qualquer certificação escolar. O que se tornava numa fragilidade, já que alguns só possuíam o 4º ano de escolaridade. O segredo para o sucesso destes cursos está na mudança radical que trouxeram consigo. Para trás deixou-se o método escolar em que os formadores "davam as matérias", como era designado, e os formandos iam para casa com um certificado de aprovação na área específica.

ROSA MADEIRA (texto completo), do Departamento de Ciências de Educação da Universidade de Aveiro analisa o papel do RVC - Reconhecimento e Validação de Conhecimentos dos cursos EFA - a partir da apresentação num seminário da experiência de dois adultos que passaram por estes cursos.

As FOLK SCHOOL (texto completo) foram criadas no século passado por Grundtvig. Actualmente, elas continuam a ter um papel importante nos países Nórdicos, apesar do seu estatuto diferente. Não conferem nenhum grau académico ou qualificação formal, mas apesar disso continuam a ser bastante procuradas por jovens adultos que já completaram o ensino secundário.

Organizámos uma Mesa Redonda sobre Redes Temáticas . A constituição destas redes, destinadas a debater as experiências, os problemas e os conhecimentos obtidos no desenvolvimento dos projectos EQUAL, tem-se demonstrado um importante trunfo. Estas verdadeiras Comunidades de Prática permitiram criar oportunidades de aprofundar problemas e soluções, tocar experiências e de dar novos contributos. Neste debate participaram: Maria do Carmo Nunes, Manuel Pimenta, José Manuel Henriques e Florindo Ramos.

•  Reportagem sobre o PédeXumbo . Esta Associação com sede em Évora foi criada para que mais pessoas tivessem acesso à música e à dança de uma forma atractiva.

A dança tradicional que renasceu, no século XX, por iniciativa de sectores sociais diferentes daqueles que a criaram, tem a particularidade de fazer nascer entre os dançarinos um clima de felicidade colectiva e contagiante.

E ainda:

Livros, Internet e Notícias.

Ficheiros Anexos

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