Número 12 - Maio 2010

Ao chegarmos ao número 12 da Revista Aprender ao Longo da Vida, cujo dossier é dedicado à CONFINTEA VI aproveitámos para melhorar a qualidade da mesma, aumentando o número de páginas e introduzindo algumas melhorias gráficas.

O Dossier deste número: CONFINTEA VI
Este dossier é dedicado à CONFINTEA VI, que decorreu em Belém do Pará, no Brasil, em Dezembro. Esta conferência, da responsabilidade da UNESCO só se realiza de dez em dez anos. É sempre um momento importante para quem se interessa pela educação de adultos, trazendo a lume discussões teóricas, promovendo o entendimento das pessoas que trabalham para os governos e da sociedade civil. A Aprender ao Longo da Vida reuniu opiniões de personalidades portuguesas e estrangeiras, participantes da CONFINTEA VI, que podem ajudar os nossos leitores a reflectir sobre os caminhos que se colocam à Educação de Adultos no mundo e particularmente em Portugal.

Timothy Ireland que coordenou a organização da CONFINTEA VI pelo lado brasileiro. Autor de A CONFINTEA vista da cozinha: viva o carimbo (texto completo)
Relato de quem trabalhou na ‘cozinha’ de uma CONFINTEA marcada, de um lado, pelo facto de ser a primeira realizada no hemisfério sul e, de outro, gerada numa conjuntura de múltiplas crises, a ameaça cada vez mais presente de aquecimento global e do colapso do sistema financeiro mundial acompanhado por uma profunda recessão económica.

Carlos Alberto Torres, Professor de Ciências Sociais e Educação Comparada e Director do Centro Latino-Americano da UCLA (University of California, Los Angeles), autor de Recriando o Conceito de Aprendizagem ao Longo da Vida
A CONFINTEA VI foi uma tentativa de dar novo vigor à educação e aprendizagem de adultos em todo o mundo, forçando os governos a aceitar que não fizeram o suficiente, e sugerindo novos caminhos na educação e aprendizagem de adultos, especialmente ao nível da implementação de políticas.

Maria do Carmo Gomes Vice-Presidente da Agência Nacional para a Qualificação, I.P. e chefe da delegação portuguesa à CONFINTEA VI, autora de Da retórica à acção
As cores vivas dos trajes tradicionais africanos, as diversas cores de pele, as fortes cores das flores que decoravam as salas davam o mote para que um dos princípios da educação e formação de adultos estivesse permanentemente presente – a diversidade!

Licínio Lima Professor catedrático da Universidade do Minho e Director da Revista “Aprender ao Longo da Vida”, autor de Notas breves de um participante (texto completo)
Estamos a subordinar a aprendizagem e a educação ao longo da vida a um pedagogismo de raiz económica e gerencial, baseados na crença ingénua de que, pela aprendizagem ao longo da vida de cada indivíduo mudaremos a sociedade e a economia, em sentidos pretensamente claros e estabelecidos de forma consensual.

Celita Eccher Secretária-Geral do Conselho Internacional de Educação de Adultos (ICAE), autor de O FISC, uma plataforma de lançamento
O Fórum Internacional da Sociedade Civil (FISC) foi um encontro de carácter mundial, que se realizou em Belém do Pará, Brasil, nos dias 28, 29 e 30 de Novembro de 2009 para preparar a participação da sociedade civil na CONFINTEA VI.

Neste dossier inserimos ainda o texto Quadro de Acção de Belém, o documento final aprovado pelos 156 Estados Membros da UNESCO representantes na CONFINTEA VI das organizações da sociedade civil, dos parceiros sociais, das agências das Nações Unidas, das agências intergovernamentais e do sector privado.

Neste número ainda pode ler:

Entrevista

Luís Rothes - Vamos valorizar as competências dos adultos, mas sempre assumindo que são insuficientes (excerto da entrevista)
Luís Rothes gosta de se definir como um optimista moderado. Nesta entrevista à Aprender ao Longo da Vida considera que a massificação da educação de adultos promovida pela iniciativa Novas Oportunidades é um património conquistado que deve ser valorizado. Mas não esquece o desafio de articular o que foi feito com outras áreas de intervenção. E adverte para o risco sério de ficarmos dependentes, quase em exclusivo, dos programas comunitários.

Reportagem

Podemos sonhar ao ler
 “Novas Oportunidades a Ler+” é um projecto do Plano Nacional de Leitura e da Agência Nacional para a Qualificação destinado a apoiar o desenvolvimento do gosto pela leitura junto do público adulto dos Centros Novas Oportunidades. Fomos a Alcáçovas ver como funciona esta iniciativa no terreno.
Dois artigos teóricos:

Rosanna Barros da Universidade do Algarve escreve:
Investigar e Agir para Desafiar o Carácter Instrumental da Nova EFA - Pistas para Reanimar a Educação de Adultos como Pedagogia de Oposição
Ao reatar os laços teórico-analíticos com a tradição crítica da educação de adultos encontramos as bases para reinventar uma praxis que possibilite esgravatar um pouco mais fundo os contextos educacionais.

Emilio Lucio-Villegas da Universidade de Sevilha analisa:
Evolução da Educação de Adultos na Andaluzia (Espanha) (texto completo)
A educação de adultos na Andaluzia percorreu um longo caminho desde os jovens que aspiravam a “dar-se aos outros” até agora. Um caminho que não foi feito pela administração educativa, mas sim pelas pessoas e comunidades, e que continua vivo em experiências concretas.

Artigo dedicado à aprendizagem informal:
Ateliers de cerâmica - Trabalhar a própria terra
Nos ateliers do Museu de Cerâmica das Caldas da Rainha, adultos aprendem a moldar o barro e a transformá-lo em peças de cerâmica.
Um ofício ancestral, que é quase como trabalhar a própria terra.

E ainda:
Livros, Internet e Notícias

Ficheiros Anexos

Tópicos: Tags:

Adicionar novo comentário