Número 11 - Dezembro 2009

Aprender ao Longo da Vida Nº 11
Dezembro de 2009

Reportagem
A Utopia da Serra de S. Macário

A aldeia de Covas do Monte está próxima de outras sete do Concelho de São Pedro do Sul onde o número de habitantes pode, na maioria dos casos, ser contado pelos dedos das mãos. Covas do Monte conserva a notável cifra de 58 habitantes. Mas até quando poderá manter-se tanta gente por lá? Será inevitável o mesmo destino das aldeias vizinhas? É aí que Vítor Andrade, do Instituto das Comunidades Educativas (ICE), quer intervir alargando o leque de opções, para que as pessoas, quando chegar a hora de tomar decisões, tenham já um conjunto de vivências.

Entrevista Patrícia Ávila - O estudo nacional de literacia foi um trabalho pioneiro
(excerto da entrevista)
Patrícia Ávila é socióloga, professora do Departamento de Métodos Quantitativos do ISCTE e investigadora do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do (CIES-ISCTE). Fez parte da equipa que realizou o Estudo Nacional de Literacia de 1996, que ainda hoje é uma referência.
Aproveitando a publicação em livro “A Literacia dos Adultos. Competências - Chave na Sociedade do Conhecimento”, referente ao seu trabalho de investigação no âmbito do Programa de Doutoramento em Sociologia, abordámos vários assuntos desenvolvidos nesta obra.

Dois artigos teóricos:

Carmen Cavaco do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa escreve:
Reconhecimento e Validação de Adquiridos – Complexidade e Especificidade dos Elementos em Análise
As políticas e práticas de reconhecimento e validação de adquiridos experienciais fundamentam-se, no essencial, em duas ideias-chave: por um lado, partem do pressuposto que as pessoas aprendem através da experiência, por outro, consideram importante permitir a visibilidade social desses adquiridos. Estas duas ideias, aparentemente simples, estão na base de alguns elementos de complexidade das práticas de reconhecimento e validação de adquiridos e têm um conjunto de implicações na organização e funcionamento dos dispositivos.

Klas Tallvid, Director Executivo e Reitor do CFL (Centro de Aprendizagem Flexível), Söderhamn na Suécia comenta:
Educação flexível e ao longo da vida na Suécia (texto completo)
Na Suécia toda a população activa tem o direito a deixar o seu emprego, sem o perder, por um período que pode durar alguns anos, no caso de querer participar em educação de adultos formal ou universitária. Este texto dá um panorama abrangente da educação de adultos naquele país.

O tema do artigo dedicado à aprendizagem informal é o teatro
Quando a opressão chega ao palco
Será possível mudar a sociedade fazendo teatro? “É possível, e é obrigação de todos os cidadãos mudar tudo aquilo que achem que não está correcto, que podia ser melhor, com o qual não concordem”, responde-nos Gisella Mendoza, presidente do Grupo de Teatro do Oprimido de Lisboa (GTO LX). Assim como outros grupos espalhados pelo mundo, este também utiliza a metodologia desenvolvida por Augusto Boal para promover intervenção social junto a bairros estigmatizados, como a Cova da Moura ou o Zambujal, populações marginalizadas, como a dos idosos e a dos doentes mentais, ou vítimas de violência, como as mulheres.

O Dossier deste número: Compreender e actuar no mundo com ajuda da matemática
O mundo é escrito com várias coisas, entre elas a matemática. No nosso quotidiano estamos permanentemente a lidar com conceitos matemáticos mas sem nos apercebermos dessa presença. Uma má relação que, muitas vezes, as pessoas estabelecem com esta área de saber, durante o seu percurso escolar, resulta na sua rejeição.
Mas é importante valorizar o saber fazer das pessoas para que elas possam desenvolver métodos de aprendizagem significativa, que as auxiliem a compreender as relações entre a Matemática e outras áreas do conhecimento, visando uma melhor preparação para actuar no mundo em que vivem.

Debate
Trazer a matemática para o quotidiano (excerto do debate)
Tema complexo que foi o ponto de partida de uma rica troca de opiniões entre João Filipe Matos, José Baeta Oliveira e Rogério Roque Amaro. Eles protagonizaram uma viagem às “encruzilhadas entre emoção e dedução, entre raciocínio e emoção, entre razão e emoção, entre objectividade e subjectividade, entre escolas, saber escolar e saber da vida, entre os que pensam a matemática nos gabinetes e os que têm de a aplicar” como sintetizaria, no final, João Filipe Matos.

Recursos (texto completo)
Nesta secção sugerimos um conjunto de recursos disponíveis na Net que podem ser úteis para quem se interessa pela aprendizagem da matemática ao longo da vida (de natureza formal ou informal). São alguns exemplos de sítios onde se pode encontrar recursos para pensar ou para planear actividades de aprendizagem para diferentes contextos. Algumas das ligações apontam para sítios com uma grande diversidade de recursos, outras direccionam-se para secções ou documentos mais específicos.

Artigo teórico
Keiko Yasukawa e Jacquie Widin, Universidade de Tecnologia, Sydney na Austrália escreveram:
Alunos adultos e numeracia (texto completo)
Este trabalho examina um pequeno estudo de caso de um workshop na Austrália, para ilustrar que pode haver diferentes benefícios que surgem do envolvimento na aprendizagem, e para defender que, apesar de a formação ser, muitas vezes, avaliada em termos de “resultados” – os produtos que os alunos “levam consigo” para os locais de emprego, para uma formação continuada ou para uma participação mais activa na sua comunidade, estão ligados ao próprio processo de aprendizagem, durante a formação e na sala de aula: os benefícios de ser formando.

Reportagem
Onde 1+7 é igual a um conjunto uno
Depois de concluído um RVCC de nível básico, vários elementos de um grupo do CNO da Escola Secundária Monte da Caparica não quiseram perder-se. Criaram então um sistema informal de se encontrar e continuar a resolver a sede de saber mais. Uma voluntária, professora de Matemática, mudou-lhes o modo de olhar o mundo e hoje fazem novas contas à vida.

Reportagem
Construir trajectórias de aprendizagem à medida
A partir de estratégias adequadas a cada formando, Alexandra Velez vai conduzindo uma vasta frota a bons portos. Experiente e dedicada, esta professora/formadora de Matemática desvela-se em encontrar sistemas que, sem desvirtuar um referencial nem sempre fácil de aplicar, ajudem a multiplicar competências, subtraindo medos e dificuldades. O resultado é positivo.

E ainda:
Livros, Internet e Notícias

Ficheiros Anexos

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