Número 10 - Junho 2009

Revista Aprender
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Aprender ao Longo da Vida Nº 10
Junho de 2009

Reportagem

Quando a Equipa determina a Dinâmica
As equipas regionais, locais e concelhias são fundamentais para o sucesso dos cursos EFA.
Acompanhámos a responsável pelo núcleo do Alto Cávado, uma das 16 dependentes da DREN, a duas entidades que promovem cursos EFA (uma privada e uma escola pública) e falámos do trabalho que elas desenvolvem na promoção de autonomias e na permuta de experiências entre si.

Entrevista com Cláudio Torres (excerto da entrevista)
Para o arqueólogo Cláudio Torres, prémio Pessoa de 1991, qualquer fenómeno de apropriação de um certo tipo de espaço ou de território passa necessariamente pelo passado, pela forma como esse território, como essa comunidade viveu e foi assumida. Porque os territórios, as comunidades têm um futuro em função do seu passado, em função da sua evolução. “Precisamos cada vez mais de saber como foi, para poder lançar o que vai ser”, diz o criador do Campo Arqueológico de Mértola e do primeiro museu islâmico do país, situado naquela vila alentejana.
Conhecido pelo trabalho de revalorização do passado islâmico de Portugal, Cláudio Torres fala-nos nesta entrevista à Aprender ao Longo da Vida na importância da história vista na perspectiva dos vencidos, na relação da história com as populações locais e no novo papel da arqueologia, que veio fazer a história do não-escrito.

Dois artigos teóricos:

Luís Castanheira Pinto escreveu:
Os "terceiros lugares educativos" e o papel incontornável da Educação Não-Formal
Falar de educação não-formal em Portugal é para muitos um convite ao reconhecimento da sua realidade e do seu trabalho; para outros, um conceito e uma prática distante, irreconhecida. Em muitos casos, o conceito confunde-se com “aprendizagens fora da escola”, negligenciando a dimensão incontornável da intencionalidade e da estrutura educativa, pedagógica, intrínseca à educação não-formal. Outras vezes, a educação não-formal é simplesmente entendida como um conjunto animado de jogos e actividades lúdicas, mais ou menos pedagógicas, invariavelmente desanexadas de qualquer compromisso educativo sólido, social e culturalmente enquadrado, orientado, estruturado e avaliável.Daniel Schugurensky, do Departamento de Educação de Adultos e Desenvolvimento Comunitário, Instituto de Estudos de Educação de Ontário, Universidade de Toronto escreve o artigo:

Educação de adultos no Canadá: Tradições históricas, situação actual e cenários futuros (texto completo)
O Canadá é uma nação oficialmente bilingue e multicultural, onde a educação é, em grande parte, de jurisdição regional, ao ponto de ser um dos poucos países do mundo sem um Ministério de Educação a nível nacional.
Num relatório recente, de 2004, a Comissão Canadiana para a UNESCO identificou três desafios-chave no estudo da educação de adultos no Canadá: a relação incerta entre os conceitos de aprendizagem ao longo da vida e educação de adultos, uma falta de clareza acerca dos passos a dar uma vez aceite a necessidade de aprendizagem ao longo da vida e a grande variedade de aspectos que assume a educação de adultos no Canadá

O tema do artigo dedicado à aprendizagem informal é aprender música e tocar numa banda:

Solfejar aos 70. Por Que Não?
Em Palmela, a Sociedade Filarmónica Humanitária reúne crianças, jovens e adultos.
É comum afirmar-se que qualquer pessoa que goste de música e queira aprender um instrumento poderá fazê-lo sem limite de idade. Será mesmo verdade? Que características possui o ensino de música para adultos?

O Dossier deste número é: Educação de Adultos e Imigração
Em todo o mundo a integração social dos imigrantes é um problema. Portugal não é excepção.
A integração sócio-cultural é uma alternativa à assimilação forçada ou à segregação e o isolamento de quem optou por vir trabalhar no nosso país.
Que pode a Educação fazer para integrar socialmente estas pessoas?

Artigo teórico

Alina Esteves do Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa escreveu sobre
A interculturalidade numa Europa cada vez mais diversa
Em 2008 celebrou-se o Ano Europeu para o Diálogo Intercultural.
Esta iniciativa leva-nos a reflectir um pouco sobre a enorme diversidade cultural da UE e a necessidade de acomodar povos com características linguísticas, religiosas e sociais tão variadas como os que vivem nos Estados Membros

Reportagem
Português para Todos

Todas as terças e quintas, Lídia Paulo, Mariya Poshelyshna e Martinus de Borst encontram-se na Escola Josefa de Óbidos para aprender português.
Eles fazem parte de uma turma de adultos provenientes do Reino Unido, da Holanda, do Canadá, da França, da Ucrânia e da Alemanha, que vivem nos concelhos de Óbidos e Caldas da Rainha. Em comum, além do desejo de dominar a língua do país de acolhimento, a vontade de integrar-se na nova comunidade, seja por razões profissionais ou simplesmente para fazer amigos.

Reportagem
“Temos de nos aceitar como somos”

Na Escola Intercultural das Profissões e do Desporto da Amadora, o Centro
Novas Oportunidades tem certificado imigrantes oriundos dos PALOP, mas também de outras nacionalidades. A Língua Portuguesa adquire aqui uma importância crucial.

Mas não só.

Debate

Todos ganham com a Multicultaralidade (excerto do debate)
Que necessidades têm as comunidades de imigrantes na área de Educação de Adultos? É fácil haver integração no país de acolhimento sem haver aculturação? Este foi o ponto de partida para um debate sobre imigração e educação de adultos com três dirigentes do associativismo imigrante – Gustavo Behr, Presidente da Casa do Brasil de Lisboa, Galina Leónova Vice-presidente da Casa da Língua e Cultura Russas, Felismina Mendes, presidente da Associação Cabo-verdiana de Setúbal e o professor universitário e investigador Jorge Malheiros.

E ainda:
Livros, Internet e Notícias

Ficheiros Anexos

Tópicos: Tags:

Adicionar novo comentário