Opinião

Paula Guimarães | 18 Março 2013

Recentemente foi divulgada uma proposta de Portaria que extingue os Centros Novas Oportunidades e promete a criação dos Centros para a Qualificação e o Ensino Profissional. Neste artigo de Opinião, Paula Guimarães considera que “é um documento que acentua algumas ideias (questionáveis) que já eram importantes nas Novas Oportunidades, com a ‘qualificação, enquanto aposta estratégica do país’. Todavia, claramente aponta outros caminhos, embora estes pareçam não conduzir a algum lado relevante para a educação de adultos”.

Ana Maria Canelas | 20 Junho 2012

Valoriza-se hoje a ideia de que o processo de crescimento da pessoa no que se refere à aquisição dos saberes e conhecimentos necessários a viver num mundo complexo, já não tem lugar num único tempo e num único espaço, como se aceitava no passado.
O grande desafio que se coloca às nossas sociedades, aos sistemas formais de educação e formação e a cada um de nós, é a aceitação de que a aprendizagem tem lugar permanentemente, ao longo de toda a vida, em múltiplos tempos e nos mais diversos locais.

Alberto Melo | 21 Dezembro 2011

Alberto Melo foi uma das cerca de 700 pessoas que no passado dia 17 de Dezembro se reuniram para conhecer o que é a “dívida pública”, a fim de analisar e propor estratégias de futuro que vão além das medidas actualmente em curso que, na opinião de muitos economistas (e não só), levarão Portugal para uma via de recessão e empobrecimento irreversíveis. Pode dizer-se que foi uma excelente aula de finanças e economia política para todos os presentes.

José Figueira | 06 Março 2011

Com o final do Ano Europeu do Combate à Pobreza e à Exclusão Social, e seguindo a lógica e intencionalidade que levou à criação destes anos europeus – “alertar consciências para unir esforços” - devemos lançar um olhar retrospectivo sobre as políticas públicas e estatais dos últimos anos no que diz respeito a estes problemas sociais, nomeadamente na área da educação.

Jorge Dias de Deus | 28 Novembro 2010

Nunca gostei muito de “Educação de Adultos”, quer dizer, nunca gostei muito do nome que se dá a actividades conducentes a uma melhor integração socio-profissional dos que já não têm idade para estar no ensino de obrigação. Mas educar tem a ver, antes de mais, com a apropriação de valores, o que nos pode conduzir a um sem fim de questões de natureza ideológica.

Irene Santos | 17 Outubro 2010

O Banco do Tempo é uma organização que estabelece trocas de serviços entre pessoas, contabilizados apenas pelo tempo utilizado na realização da tarefa. O Laboratório de Aprendizagens em Cascais percebeu que o Banco do Tempo era um projecto que poderia reforçar o trabalho que vem desenvolvendo como um espaço de encontro e de troca de experiências, a ser usado individualmente ou em grupo, com a intensidade que cada um lhe conferir.

Susana Constante Pereira | 18 Abril 2010

Centrada no aprendente, a Educação Não Formal pretende promover o envolvimento voluntário e, portanto, participativo das pessoas, convidando-as a tomar parte em processos de aprendizagem, para os quais, idealmente, partem motivadas.

Nesse sentido, dos seus princípios inerentes (participação, centralidade no aprendente, desenvolvimento integrado de competências - saberes, habilidades e atitudes -, aprendizagem mútua/entre pares, aprendizagem experiencial e ambiente de aprendizagem seguro), o que encerra em si mais pendor político é o da participação das pessoas nesses mesmos processos - voluntários, sublinhe-se.

Licínio C. Lima | 08 Janeiro 2010

Uma realização da UNESCO, desde 1949, a sexta edição da Conferência Internacional de Educação de Adultos (CONFINTEA VI) realizou-se no Brasil, em Belém do Pará, entre 1 e 4 de Dezembro de 2009, sob o lema “Vivendo e Aprendendo para um Futuro Viável: o poder da aprendizagem e da educação de adultos”. À semelhança do que ocorrera na Conferência anterior, em Hamburgo, 1997, mas agora de forma mais global e estruturada, as Organizações da Sociedade Civil foram chamadas a participar nesta reunião intergovernamental.

Dediquei, ao longo da vida, uma parte significativa da minha actividade profissional e de tempos livres à Educação de Adultos. Hoje, afastado, tento estar próximo. Para tal, nunca descuro uma boa leitura sobre a problemática.
Um dia destes tive acesso ao número 70/2009 da Revista Educación de Adultos y Desarrollo. Nela fui encontrar escritos de alguns qualificados autores discorrendo sobre as metodologias da Educação Popular.

Luís Rothes | 13 Novembro 2009

A Iniciativa Novas Oportunidades está a constituir, em Portugal, um factor importante para a afirmação do direito dos adultos à educação. Entre outros méritos deste programa, estamos a conseguir desenvolver em muitas pessoas uma nova postura, construída pela positiva, face à educação e à aprendizagem ao longo da vida.